Pedras no Caminho


 

Karina Campos

17 / Julho / 2004.

São mais que físicas

São mais que penas

E mesmo que pequenas

Não são amenas.

E nos tornam grandes

E nos tornam gente

E nos tornam seres

E somos humanos.

Se tropeçamos, breve gemido.

Erros inconseqüentes, intransigentes.

Ais que estão justificados nos aprendizados que só elas, as “pedras”, nos oferecem.

Proporções de areia, proporções terrosas, grandes rochas do aprender...

Tochas de luz incandescentes do viver.

Aprender, entender, levantar, prosseguir.

Não corra, ande.

Não fujas, coragem.

Vê. Elas estarão sempre lá. Elas estão em todo lugar.

Basta olhar.

Saltar, lapidar, as pedras que encontrares no caminho.

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Comentário de Maria das Graças Araújo Campos em 16 dezembro 2011 às 9:04

Querida Karina, que linda poesia, filha!  

Pedras,  acredito... Todas preciosas! Oportunas fases no meio do caminho, no início dos caminhos, umas desviam-nos, ainda que seja   sem mero entendimento, outras tantas ensaios da paciência...  Degraus!

Pedras: criaturas divinas,

Bênçãos,

Mais tarde, deciframos

Lapidadas tornam-se jóias preciosas...

E prosseguimos! 

Beijos  

Comentário de sara rosa em 15 dezembro 2011 às 20:48

Karina,bela poesia,as pedras são precisas na terra e na nossa vida,sem elas seria um caminho sem aprendizado a desviá-las...mas eu gosto de pedras,mesmo pedras...falo com elas.....bjs dcs

Comentário de Marcial Salaverry em 15 dezembro 2011 às 8:54

"No meio do caminho tinha uma pedra...

Tinha uma pedra no meio do caminho..."

Se pedras encontrar, ao invés de tropeçar,

procure os obstáculos evitar...

Vamos aprender como retirar as pedras que porventura venham atrapalhar nosso caminhar pela vida...

Beijos poetoparabenizatorios pelo seu belissimo poema...

Marcial

Comentário de Paolo Lim em 15 dezembro 2011 às 8:03

Doce confissão e alerta de alguém, mais que nunca, poeta ! Bjs. PAOLO LIM.

Comentário de Zélia Mendonça Chamusca em 15 dezembro 2011 às 5:30

Parabéns Karina pela importante e encorajadora mensagem em seu  belo poema!

ZCH 

Comentário de joaquina vieira em 15 dezembro 2011 às 5:13

Belo poema!!

 

As pedras do meu caminho

são as minhas conselheiras

ando nelas devagarinho.

para lembrar a vida inteira!!

Quanta coisa haveria,

mais a dizer sobre as pedras,

desde, o frio nos abrigarem,

até tropeçar nelas,

Foram já utilizadas por guerreiros

numa guerra de pedras

eles foram os primeiros!!

Abraço, joaquina

Comentário de Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Sílvia Mota Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ em 15 dezembro 2011 às 1:25

Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 15 dezembro 2011 às 1:17

Sua poesia anda em franco desenvolvimento, é fácil perceber.  Dá gosto ler.

Abraço.

Comentário de Mônica do S Nunes Pamplona em 15 dezembro 2011 às 0:09

Menina que mensagem poética mais linda!

Intenso poema a desbravar as pedras dos nossos caminhos.

Amei.

Parabéns pela obra.

Bjsss

Comentário de Hildebrando Souza Menezes Filho em 14 dezembro 2011 às 22:59

Quanta profundidade e beleza se encontram nas pedras do nosso caminho.

Não me canso de filosofar sobre elas... As pedras... Que tanto cantas aqui

como Drummond as cantavas ali e que ainda menino cantei também...

Primeiro em solo e depois em duo... Amei passar por aqui!

A PEDRA

No meio do caminho
Encontrei a pedra. Ela!
Sim... Aquela descrita pelo poeta
Era uma pedra discreta

Senti por ela carinho...

Com gestos brandos, suaves
No lugar de chutá-la... Deixá-la...
Peguei-a nas mãos. Olhei-a!
E a contemplei, sereno

E não senti seu veneno

Mas como vou usá-la?
Na construção ou na vidraça?
Ainda não sei o que faça
Ah! Posso saboreá-la

Vou fazer sopa de pedra!

Será que ela estará aqui
Para acender a minha reflexão?
Sim! É melhor uma pedra do que nada
Mas não vou querer levar pedrada!

Com nada... Não faço nada!

Com a pedra presa em um fio
Posso planejar, edificar, sonhar!
Até me distrair, posso brincar!
Fazê-la repicar na água do rio

Ela é minha... A pedra... Minha!

Parece pedra marinha
Então, pensei: vou poetar a pedra
E aqui estou em louvor a ela:
Oh! Pedra

Não atrapalhe o meu caminho

Não me deixe tão sozinho
Deixe-me esculpi-la.
Modelá-la. Desenhá-la
Transformá-la de mansinho

Sejas útil

Sei que não parece fútil
Não vê que ficaria mais bonita
Se usasse tranças e vestido de chita?
Aqui ao meu lado... Serei agradecido!

Se formarmos um par, faremos sentido...
 
Simples, não?! Entendido?
Enternecido te usarei nos meus versos
E o problema do destino incerto, resolvido!
Beijos, minha pedra bem amada

Seja sempre minha namorada
 
Mas... Não entre muda e saia calada!

Dueto: Hildebrando Menezes e Lourdes Ramos

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